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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Crise hídrica faz Santa Cruz desistir do Campeonato Potiguar 2016

A seca que atinge o sertão do Rio Grande do Norte chegou ao futebol. O presidente do Santa Cruz, o deputado estadual Tomba, confirmou o que já era esperado. Em 2016, a equipe do Trairi não disputa o Campeonato Potiguar. O dirigente apontou a crise hídrica como um dos principais motivos pela desistência.
Além disso, há a velha problemática da questão financeira que sempre põe em xeque a participação dos clubes de menores expressões nas competições locais e nacionais, ano após ano.

“Não temos água para aguar o Iberezão. São cerca de oito caminhões de água por dia, o que dá mais de R$ 30 mil reais por mês. Não dá para permitir que a população fique com sede só para fazer futebol. Seria incompatível com aquilo que a gente prega”, comentou.


Fonte: (Blog Emílio Alves)


sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Como os clubes de futebol do Brasil se saíram fora de campo


Os 24 clubes de futebol brasileiros da Série A e B não bateram um bolão em 2014 – pelo menos no que diz respeito aos negócios.
É o que mostra o estudo do banco Itaú BBA, com base nos balanços oficiais divulgados pelos times – Portuguesa ficou de fora da lista, enquanto Joinville e Avaí marcaram estreia.
No geral, o que aconteceu foi que 2013 já havia sido um ano difícil para os clubes que, por sua vez, não ajustaram o negócio para 2014.
“As receitas ficaram estáveis, mas os custos não cederam e eles eram necessários para que as contas fechassem com mais equilíbrio”, comenta César Grafietti, gerente de crédito do Itaú BBA e coordenador do estudo.
Em decorrência, cortes de investimentos na base, tomada de crédito e atraso em pagamento de impostos foi o que se viu no setor – e a expectativa para 2015 é que o cenário difícil continue.
“Vale lembrar que gerir futebol não é como cuidar de uma empresa porque o objetivo não é o lucro, mas sim aplicar uma gestão profissional para ter em ambiente que proporcione ganhar mais títulos”, explica o gerente.
O setor é ainda muito dependente de receita com venda de direitos para TV no Brasil, aponta Grafietti, mas alternativas para diminuir isso estão sendo colocadas em prática por alguns times, como o Cruzeiro, que tem programas de sócio torcedor.
Pro caso dos clubes que investiram em novos estádios, a lógica é a mesma – aumentar a bilheteria e diminuir essa dependência.
Nesse sentido, o que escolheu o melhor caminho, na opinião do Itaú BBA, foi o Palmeiras que não abriu mão de bilheteria para pagar a construção da nova casa, ao contrário do Corinthians e Atlético Paranaense.



Copa América Centenário é confirmada pela Conmebol


A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e a FIFA anunciaram a realização da Copa América Centenário, de 3 a 26 de junho de 2016, nos Estados Unidos.
O torneio histórico foi incluído no calendário oficial da FIFA para o ano que vem e será disputado por 16 países: dez membros da Conmebol e seis da Concacaf. Os sul-americanos já estão definidos: Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
Pela Concacaf, Estados Unidos, México, Costa Rica e Jamaica estão garantidos. As últimas duas vagas serão ocupadas pelos vencedores dos confrontos previstos para o dia 8 de janeiro: Panamá x Cuba e Trinidad y Tobago x Haiti. Os jogos estão marcados para o Estádio Rommel Fernández, na Cidade do Panamá.
– A Copa América é o torneio mais antigo da história do futebol e é uma honra integrar a comemoração do centenário dessa competição e da fundação da Conmebol ao calendário internacional – afirmou o presidente da Confederação Sul-Americana, Juán Ángel Napout.

Na comemoração dos 100 anos, a Copa América será disputada, pela primeira vez, fora da América do Sul.


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

FNF define tabela básica do Campeonato Estadual (Potiguar) 2016

A Federação Norte-rio-grandense de Futebol divulgou, na tarde dessa quinta-feira (5), a tabela básica do próximo Campeonato Estadual.

A primeira rodada, que acontecerá no dia 24 de janeiro, coloca Alecrim x América como duelo principal. O encontro deve ser realizado no Barretão, estádio que o Alecrim mandará seus jogos em 2016.

Já o ABC recebe o Coríntians de Caicó na estreia. ASSU receberá o Baraúnas, Potiguar enfrentará o Santa Cruz em Mossoró e o Globo estreia na competição contra o Palmeira, também no Barretão, no que pode ser uma rodada dupla com o clássico da capital natalense.


Copa do Nordeste vai render mais de R$ 2 milhões ao campeão


Assim como aconteceu em 2015, o campeão da Copa do Nordeste de 2016 também vai receber mais de R$ 2 milhões. Apesar de haver aumento nos valores pela participação nas primeiras fases da competição, a diferença de verba entre o campeão e o vice foi reduzida. Os valores foram definidos em reunião da Liga do Nordeste, no Recife.
Em 2015, o Ceará derrotou o Bahia na final e faturou, ao todo, cerca de R$ 2,7 milhões. Os baianos ficaram apenas com R$ 1,24 milhão. Na próxima edição, o “dono do Nordeste” ficará com R$ 2,385 milhões, além da vaga na Copa Sul-Americana. O vice receberá apenas R$ 500 mil a menos. Ou seja, embolsará R$ 1,885 milhão.
Apenas por participar do certame, os clubes terão R$ 505 mil no bolso. O valor é, aproximadamente, 44% superior ao pago na última edição, quando as equipes receberam R$ 350 mil. Quem disputar as quartas de final vai receber mais R$ 430 mil, totalizando R$ 935 mil.
O clube que chegar à semifinal vai garantir mais R$ 450 mil. O acumulado das três fases será R$ 1,385 milhão. De acordo com o vice-presidente da Liga, Eduardo Rocha, a expectativa para a próxima edição é superior a de 2015. “Com certeza é bem melhor”, comentou.
Apoio da Liga
O dirigente confirmou ainda que a Liga do Nordeste vai arcar com todas as despesas de arbitragens, de viagens, como passagens de avião, em caso de distância entre cidades superior a 500 quilômetros, translado, hospedagem e refeição.
Além disso, Eduardo Rocha confirmou que cada clube receberá 32 bolas oficiais da competição.
A disputa
Assim como na edição 2015, quando os nove estados passaram a disputar a competição e a disputa passou a ter 20 times, oito equipes vão avançar à segunda fase. Os primeiros colocados de cada grupo têm vagas garantidas. Os três melhores segundos colocados completam os classificados.
A competição terá 12 datas e está prevista para começar no dia 14 de fevereiro de 2016. Na primeira fase, as equipes se enfrentam no sistema de ida e volta, dentro da chave. As quartas de final, semifinal e final serão disputadas em dois jogos, no sistema de ida e volta. O campeão será definido no dia 1º de maio de 2016.
Representantes do RN
Os representantes do Rio Grande do Norte na competição serão ABC e América. Campeão do Centenário, o Alvirrubro garantiu a primeira vaga ao vencer o primeiro turno do Campeonato Potiguar. Os rubros dividem o grupo B com CRB e Coruripe, ambos de Alagoas, além de Estanciano, de Sergipe.
Sem disputar a competição desde 2012, o Alvinegro retorna à disputa após ficar com o troféu do segundo turno do Estadual. A equipe da Rota Sol está no grupo A com Salgueiro-PE, Campinense-PB e Imperatriz-MA.
Confira os grupos
·         Grupo A: ABC-RN, Salgueiro-PE, Campinense-PB, Imperatriz-MA;
·         Grupo B: América-RN, CRB-AL, Coruripe-AL, Estanciano-SE;
·         Grupo C: Bahia-BA, Santa Cruz-PE, Confiança-SE, Juazeirense-BA;
·         Grupo D: Sport-PE, Fortaleza-CE, Botafogo-PB, River-PI;

·         Grupo E: Ceará-CE, Sampaio Corrêa-MA, Vitória da Conquista-BA, Flamengo-PI.


Ótima entrevista de Leonardo, a Revista Época, sobre o futebol brasileiro


Poucos são os que se lembram de Leonardo Nascimento Araújo por sua habilidade como lateral esquerdo e meia de São Paulo,Flamengo, Milan, Paris Saint-Germain e Seleção Brasileira tetracampeã em 1994. Radicado na Itália, Leonardo é o brasileiro que foi técnico de Milan e Inter de Milão e diretor esportivo do PSG, time que ressurgiu desde que os bilhões árabes formaram uma equipe com o sueco Ibrahimovic e os brasileiros Thiago Silva, David Luiz e Lucas. A experiência como técnico e cartola dá a Leonardo a segurança para cravar que o futebol brasileiro ficou para trás. “A gente achava que era só colocar a camisa amarela, disputar a Copa e – uau! – marketing natural. Isso acabou”, diz nesta entrevista a ÉPOCA. Afastado do futebol em 2013 por 14 meses após empurrar um juiz, Leonardo anulou a punição na Justiça e pretende voltar a trabalhar como manager – mistura de técnico e dirigente – em 2016.
ÉPOCA – O técnico brasileiro está atrasado? Na Europa falam no fim do esquema, em jogar sem zagueiro de origem. Aqui ainda falamos em volante cão de guarda para fechar a zaga.
Leonardo – Ele não está dentro do circuito internacional. Se não tem acesso a outras informações, dificilmente consegue desenvolver uma nova ideia. Ele está fechado para o mundo. Não adianta só ir uma semana à Europa para ver os treinamentos.
ÉPOCA –Estar distante dos polos de conhecimento, sobretudo da Inglaterra e da Alemanha, deixa-os desatualizados, incompletos?
Leonardo – Claro. A formação do treinador brasileiro é empírica. Não tem formação de base. O treinador na Europa faz dois, três, quatro anos de curso para ser treinador. Para ser treinador na Europa eu fiz dois anos do curso da Uefa (entidade que rege o futebol europeu), na Itália. Depois desenvolve as ideias dele, mas está sedimentado em uma base teórica. A Uefa regulamentou. Hoje existem cursos no Brasil que não são reconhecidos por ninguém. Não valem na Europa, não valem internacionalmente.
ÉPOCA – Você vê no Brasil algum bom exemplo? O Tite no Corinthians? Ele aparenta ter um trabalho estruturado, com estilos de jogo comuns na Europa como construção de jogo com mais passes e menos chutões ou "lançamentos".
Leonardo – Temos grandes treinadores para a realidade do Brasil. Os melhores dos últimos tempos foram motivadores. Essa coisa de juntar um grupo, fechar, facilitar que algumas individualidades fossem muito bem. Isso aconteceu muito. Não é que Vanderlei Luxemburgo, Tite e Muricy Ramalho tenham ganhado por acaso. Só que eles ganharam aqui. Eles se adaptaram a uma realidade brasileira. Isso foi ótimo. Mas falta um treinador atualizado para o panorama geral.
ÉPOCA – Como o treinador brasileiro é visto na Europa?
Leonardo – Historicamente, o treinador brasileiro nunca teve grande mérito. Nas nossas conquistas, até pela própria seleção, o mundo não o reverenciou. Talvez o único seja o Telê Santana (técnico da Seleção Brasileira nas Copas de 1982 e 1986). Mas que também não trabalhou no exterior. O treinador brasileiro foi um pouco estigmatizado por não ter uma incidência real no time. O europeu dá uma identidade clara a ele. O brasileiro, menos.
ÉPOCA – A fama da Seleção Brasileira não é mais suficiente?
Leonardo – Durante muitos anos a gente produziu jogadores de forma empírica. Jogadores terminavam a formação deles na Europa. Todos que brilharam terminaram a formação lá. Ronaldo virou Ronaldo na Europa. Ronaldinho virou Ronaldinho na Europa. Kaká virou Kaká na Europa. Mas isso não tem vida longa.
ÉPOCA – Os clubes não conseguem formar atletas?
Leonardo – As instituições, devagar, foram perdendo credibilidade, poder, receita. O futebol brasileiro virou um produto menos atrativo, produto que só se vende no Brasil. A gente vê na televisão, se satisfaz com o dinheirinho que entra e acabou ali. Tudo o que falarmos da parte técnica é consequência da política. Não existe política de formação de treinador, de dirigente de clube. Quem é (o dirigente)? É o cara apaixonado que se candidata, está ali há anos porque é apaixonado, é sócio. Mas que formação ele tem? O que o empresário que vende chocolates tem a ver? Com o tempo tudo isso diminuiu muito a capacidade de produção do futebol.
 ÉPOCA – O futebol brasileiro guardou dados sobre os nossos atletas?
Leonardo – A gente não mapeou nada. Produzimos Pelé, Zico, Ronaldo, e cadê nosso know-how? Não existe. Ninguém tem. Nenhum clube passou de um para outro, não existe sequência.
ÉPOCA – O que o europeu tem de estatística, de banco de dados, que o brasileiro não tem?
Leonardo – Um jogador se divide em quatro áreas que depois são subdivididas: a parte técnica (individual), a tática (coletiva), a médica e a psicológica. São as áreas cardinais para fazer avaliação do jogador. Principalmente falando de formação, o menino tem que ser acompanhado em tudo. Quero ver se hoje o treinador e o diretor de um clube sabem tudo o que esse jogador faz, a vida dele. Porque a vida dele tem que ser focada. Tem que viver pra isso. Quero ver se ele sabe quem é a família, qual é a escola, o que ele come, onde está quando não está no treinamento,  que tipo de coisa tem que dar para o menino render o máximo, que tipo de perfil psicológico ele tem para facilitar a imersão dele em um time, em uma cidade. Quem conhece esse menino em um momento de risco de contusão? Não é que isso não exista no Brasil. Mas não há um know-how que vire metodologia. A nossa metodologia é ter um treinador que fica um ano, dois, vai embora com tudo debaixo do braço, chega outro, faz outra coisa, e vai andando.
ÉPOCA – Algo se perdeu com o tempo neste aspecto?
Leonardo – Nós tivemos uma coisa muito legal, que ninguém dava, e a gente dava, que era liberdade de criação grande. Essa era nossa prática. Deixe ele jogar, deixe ele viver. A escola europeia já era contrária. Só que ela desenvolveu metodologias de formação do coletivo e melhorou a individualidade, e a gente ficou na individualidade, sem melhorar o coletivo, sem controlar o processo de formação. Com o tempo a organização de um jogo bate a jogada individual.
ÉPOCA – Romário tinha um treinador no PSV que o ajudava fora de campo para adaptá-lo à cidade...
Leonardo – Guus Hiddink. Foi meu treinador também. E tem que ser. O clube tem que ter o entendimento do que precisa para ele render mais. Aqui a gente fica com tentativas e erros. A gente tenta, vê no que dá, tenta de novo, e aí fica realmente complicado.
ÉPOCA – O que Conmebol e CBF precisam fazer?
Leonardo – Dirigentes no Brasil discutem votos nos clubes, nas federações, na Fifa, encontros em assembleias da Fifa, apenas questões políticas. Quem discute formação, homologa cursos? Quem leva informações daqui para fora, quem traz de fora para dentro? Não existe integração. O futebol brasileiro está fechado. Temos um produto nacional. É um erro de conceito. O Brasil está fora do circuito mundial.
ÉPOCA – Na Europa há clubes com donos, ingleses e franceses, há clubes com empresas como sócias, alemães, e há clubes com conselhos, italianos. Qual modelo é melhor?
Leonardo – Não acho que há melhor ou pior, não. Se você pega Barcelona e Real Madrid, eles têm uma política tão complicada quanto (a dos clubes) do Brasil. Só que eles têm uma coisa que faz diferença, o poder econômico. No Brasil temos problemas de política e não criamos novas receitas. Os clubes não têm dinheiro. De onde vem o dinheiro de clubes europeus? Do campeonato nacional e da Liga dos Campeões. Qual a competição internacional que os clubes brasileiros participam?
ÉPOCA – Libertadores.
Leonardo – Quanto ela produz para um time que ganha? € 5 milhões, mais ou menos. Sabe quanto ganha um time que ganha a Liga dos Campeões? € 65 milhões mais prêmios de contratos publicitários. O Brasil participa de uma competição em que paga para participar. E quem busca a Liga dos Campeões das Américas? No Brasil a gente fica comendo na mão dessas instituições que organizam uma Libertadores que não é rentável. O que ela te dá? Nada. A visão que temos do futebol é extremamente política. As decisões quase sempre são tomadas para se manter no poder. As decisões não são tomadas em prol de um produto melhor. Falta visão e diálogo.
ÉPOCA – A hierarquia do futebol brasileiro, com federações e clubes, ainda funciona?
Leonardo – Todo mundo é vítima de um sistema arcaico. Acabou. Já funcionou, deu certo, foi inventado assim, mas hoje o mercado pede outra coisa. O campeonato interno está baixando o nível, as pessoas têm menos interesse, vão menos ao estádio, e aí formamos piores jogadores, piores treinadores. É uma sangria desatada. Os clubes poderiam se organizar para fazer isso melhor, e eles poderiam ser estimulados, promovidos, divulgados por instituições. Que seja uma liga, que seja a CBF, seja quem for, 24 horas por dia, para desenvolver um produto não só com uma visão nacional, porque nacionalmente a gente não vai conseguir ser competitivo em alto nível.
ÉPOCA – Então a CBF tem problemas políticos, as federações, também, e os clubes, também. Ninguém é vilão, nem mocinho. De onde sai a mudança? Tem que ser externa?
Leonardo – Ou você precisa de força política, ou econômica. Se hoje alguém chegar para os clubes e dizer: quanto você ganha? Dez? Vou te trazer vinte. Vem comigo? A ideia tem que ser financiada.
ÉPOCA – Há em curso uma oferta da MP & Silva para formar uma Liga dos Campeões das Américas e uma Liga Sul-Minas Rio que começa a aparecer. O que acha delas?
Leonardo – A Liga dos Campeões das Américas tinha que existir há muito tempo. Nunca vi dirigente brasileiro discutindo isso. Primeiro que temos um mundo, digamos, sedento por eventos, por futebol, que seria os Estados Unidos, lugar onde você pode encontrar dinheiro. É um mundo que ninguém nunca explorou, e não sei por quê. Teria que ter uma Liga dos Campeões que envolva os Estados Unidos. Na Europa, o dinheiro está na Inglaterra, na França, na Alemanha, não nos países menores. No caso das Américas, está nos Estados Unidos.
ÉPOCA – E a liga?
Leonardo – É um produto que nasce hoje por briga política, não por visão econômica. Nasce por uma briga de federações com os clubes. É uma solução paliativa. Pode ser o esboço de uma futura liga? Pode ser. Mas agora era o momento as lideranças sentarem e tentarem encontrar uma saída que seja boa para todo mundo. Todas as instituições estão fragilizadas. Todas elas. Qual está forte, moralizada, organizada, rentável? Não tem. Inclusive a CBF. Pode ter dinheiro, mas não tem todo o resto. Este é o momento. A liga tem que nascer nacional. A liga está financiada?
ÉPOCA – Até agora não tem TV, nem patrocínio.
Leonardo – Que liga é essa?
ÉPOCA – Por enquanto há só a briga entre Alexandre Kalil e CBF, “casa do 7 a 1”, como ele a chamou.
Leonardo – Exatamente. Ela não tem nem condições econômicas, porque não está financiada, nem políticas, porque não é unificada. Agora imagina que eu seja italiano, alemão, japonês, americano ou africano. A notícia nunca chega lá, mas vamos supor que ela chegou. “Liga Sul-Minas-Rio nasce no Brasil”. O que é isso? Como posso entender o que é isso? É uma demonstração a um futuro cliente de que você está construindo uma coisa que ninguém entende, não é vendável, não tem credibilidade. Com esse nome, já nasce morta. Não é questão de nome, mas dá a ideia de que não representa o futebol brasileiro.
ÉPOCA – Há resistência de paulistas. Roberto de Andrade [presidente do Corinthians] já falou que não quer, Paulo Nobre [do Palmeiras] não vai a reuniões. Dá para sair sem paulistas?
Leonardo – Não dá. Não tem que sair sem eles. Tem que sair com âmbito nacional. Se o Nobre não vai, não vai por uma questão política. Se amanhã disser que ele ganha dez, mas vai ganhar vinte, ele vem. Tem que ser muito prático. Tem que ter um projeto com novas receitas, bom para todos.
ÉPOCA – O confronto político dos clubes com a CBF não pode deixá-los em má situação?
Leonardo – Não precisaria de confronto, guerra. Não acho. Contra fatos não há argumentos. CBF não existe sem os clubes, os clubes existem sem CBF. Não acredito que seja bom para a CBF ter um campeonato ruim, no qual ela teoricamente tem um pouquinho de controle, mas não tem gerência total. Organiza tabela, escolhe juiz, define campo, estabelece horário, mas não é isso. A visão tem que ser comercial.
ÉPOCA – No Brasil o governo usou a dívida fiscal para forçar algumas regras por meio do Profut. Na Espanha, o governo foi mais radical e interviu para haver uma divisão mais igualitária das cotas de televisão. Como você vê a intervenção do governo na gestão do futebol?
Leonardo – O governo tem que controlar como controla qualquer outro setor. Se há falcatrua, quem regula tem que atuar. Não existe dizer se campeonato deve ser assim ou assado. O governo não deve entrar nisso, até porque é realmente privado. O clube não é público, as federações não são públicas, e um dia o governo deu o poder de organização a essas entidades.
ÉPOCA – O Profut, especificamente, com regras de limitação de mandato, responsabilização pessoal do dirigente por gestão temerária...
Leonardo – Tudo isso é em função de má gestão. O governo está muito distante, tem muito pouco conhecimento do que é isso. Acho difícil o ministro do Esporte saber exatamente o que acontece lá dentro. O governo poderia até estar sentado nessa mesa conversando. Nesse momento teria que ter uma conversa muito profunda. Mas não brigando ou impondo.
ÉPOCA – Alguns clubes brasileiros tentaram ter CEO. É pré-requisito para profissionalizar?
Leonardo – Temos que formar pessoas que tenham capacidade para aquele cargo. Não adianta pegar o mesmo diretor de futebol e remunerá-lo. Isso não é profissionalizar. Se não tem competência daquilo, não é profissionalizar. A gente está aqui batendo palmas para a Europa. O (time que está em) último lugar da Premier League(liga inglesa) fatura o triplo do primeiro do Brasil. A gente achava que era só colocar a camisa amarela, disputar a Copa do Mundo e, uau, marketing natural. Isso acabou. Acabou.
ÉPOCA – Isso tem que partir dos clubes, mas os próprios clubes são fechados. O São Paulo está no meio de uma crise em que o diretor socou o presidente, mas não muda. E aí?
Leonardo – Mas aí é que entra a grande instituição por trás. Ela que leva, direciona. Ela tem que direcionar a gestão de um clube. Se a gestão está desfavorecendo um clube, ela tem que intervir.
ÉPOCA –Quem é a grande instituição?
Leonardo – Hoje seria a CBF, mas sob o controle de alguém. A própria CBF teria que estar em um estatuto no qual ela é controlada por um conselho gestor ou de ética. pelos clubes. Se ela organiza o campeonato, ela tem que ser controlada pelos clubes. Se um clube não cumpre o seu papel, não arca coma s suas responsabilidades, não age com ética, ele é punido ou até proibido de ser inscrito no campeonato caso seja o caso. Um clube mal administrado atrapalha o campeonato. E não é só ida. É ida e volta. Se a CBF não realizar o que tem que realizar, tem que ser cobrada por isso. Existe hoje uma política que claramente deteriora o clube. Teria que ter intervenção. A CBF tem que chamar e perguntar: vem cá, qual é o problema? Aqui a gente não tem isso. A CBF não participa da discussão no real dos problemas dos clubes, ninguém entra, o São Paulo está lá do jeito dele, e muitos outros até piores, e falta a grande conversa do produto final.
ÉPOCA – A tragédia do 7 a 1, então, é muito anterior àquele jogo.
Leonardo – Muito anterior. Aquilo ali é a consequência drástica. Talvez nem precisasse do 7 a 1 para que a gente entendesse. A única coisa que restava aquele 7 a 1 destruiu: a nossa autoestima.
ÉPOCA – Isso [7 a 1] ainda pode ser gancho para mudar?
Leonardo – Acredito em trabalho. Não acredito em achar que nosso jogador nasce, joga bola, chuta bem. Isso vale para Pelé, Maradona, Messi, Cristiano Ronaldo. São pontos fora da curva e não servem como base. O que serve é aumentar o nível da média. Se a média for 80% ruim, o campeonato é fraco. Se a média for mais alta, o produto fica muito melhor.
ÉPOCA – Você foi convidado a ser CEO da Liga Sul-Minas-Rio?
Leonardo – Não considero um convite oficial. Houve uma consulta, até porque conheço essas pessoas, por meio do Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo. Ele sabe o que eu penso.
ÉPOCA – Aceitaria um cargo no futebol brasileiro?
Leonardo – Eu olho o organograma do futebol brasileiro e não consigo almejar um cargo porque não acredito que me encaixo no perfil de liderança  nessas funções. Gostaria muito de participar, mas vejo a engrenagem muito engessada, a mentalidade muito fechada, viciada. Acredito em um grande movimento de pessoas que idealizassem um novo sistema. Um sistema independente de gestão que visasse o desenvolvimento esportivo, social e econômico do futebol brasileiro. Imagina um futebol moralizado, rentável e engajado em causas sociais. Seria um exemplo extraordinário. Teria um impacto fortíssimo, inclusive no desenvolvimento do nosso país, que tanto precisa. Isso eu aceitaria.




sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Doutor Júlio Gregório é reeleito presidente do Caicó Esporte Clube



O doutor Júlio Gregório foi reeleito presidente do Caicó Esporte Clube. O evento ocorreu no centro administrativo. Do total de 39 votantes, a chapa única formada por Doutor Júlio Gregório (Presidente) e Sub Tenente Fernandes (vice-presidente) obteve 38 votos e foi registrado um voto em branco.


Para o conselho fiscal foram eleitos os seguintes membros: José Alencar (32 votos), Paulo Linhares (26 votos), Erivonaldo Cicinato (19 votos), Danúbio (13 votos), Edmilson (7) e Aldenor (6 votos).



sábado, 17 de outubro de 2015

Romário rebate Eurico Miranda durante a CPI do Futebol


O ocorrido aconteceu durante a CPI do Futebol na última quinta-feira.

O Eurico Miranda está de brincadeira. Ele não é a favor da profissionalização do futebol brasileiro?! E depois fica reclamando da arbitragem nos jogos do Campeonato Brasileiro.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Futebol do Rio Grande do Norte desfruta de 'legado da Copa' para brilho nacional

Pela primeira vez na história, dois clubes do Rio Grande do Norte estão nas quartas de final da Copa do Brasil: América-RN e ABC conquistaram as vagas inéditas após vencerem o Atlético-PR e o Vasco, respectivamente. Com a eliminação do Ceará pelo Botafogo na última quarta-feira, as equipes são também as únicas representantes do Nordeste vivas no torneio, além de serem as únicas integrantes da Série B entre os oitos finalistas.


Para o presidente do América, Gustavo Carvalho, o legado da Copa do Mundo para Natal foi fundamental para os times da capital do estado chegarem tão longe no torneio.

"Os investimentos trazidos pelo Mundial, como a construção da Arena das Dunas, foram fatores que deram condições às equipes potiguares de se classificarem para as quartas. O torcedor está com sua autoestima lá em cima novamente. Apesar de o ABC ser nosso maior rival, a conquista histórica é importante para o estado pois colocará nossos atletas na vitrine do cenário futebolístico brasileiro, e espero que sirva como referência para os demais clubes do Nordeste", disse o dirigente.

Em sua 18ª participação na Copa do Brasil, a melhor campanha do América foi em 2000, quando chegou às oitavas e foi eliminado pelo São Paulo após ser derrotado em dois embates. No jodo de ida, o time tricolor venceu por 3 a 1 em Natal, e no jogo de volta, por 3 a 2 na capital paulista. Em 11 edições, o clube deixou a competição ainda na primeira fase, e em outras cinco foi eliminado na segunda fase, como aconteceu no ano passado, quando foi goleado pelo Atlético-PR por 6 a 2.

Ironicamente, a classificação veio justamente em cima dos paranaenses. No reencontro da torcida com a Arena da Baixada, na última quarta-feira, o time rubro-negro bateu o América por 2 a 0, mas com a vantagem de 3 a 0 construída em casa, o clube potiguar ficou com a vaga.

"A classificação do América para as quartas de final de um campeonato de importância nacional é uma conquista histórica para o clube. A Copa do Brasil reúne alguns dos maiores times do país, e estarmos entre os oito finalistas é um marco. O América teve grandes feitos, já fomos campeões do nordeste duas vezes, é uma equipe que tem sua base muito bem estruturada", afirmou Gustavo Carvalho.

Nesta temporada da Copa do Brasil, o time bateu o Boavista na primeira fase, o Náutico na segunda e eliminou o Fluminense na terceira. Diante do clube carioca, o América perdeu o primeiro jogo em casa por 3 a 0, mas buscou a recuperação e goleou a equipe tricolor por 5 a 2 no Maracanã, garantindo a classificação.

Após triunfar sobre o Atlético-PR, o adversário nas quartas de final será o Flamengo, que eliminou o Coritiba nos pênaltis na última quarta-feira. "É um adversário de muito respeito no futebol mundial e nós teremos todo o respeito, mas nenhum temor."

O América completa 100 anos em julho de 2015 e, com a aproximação do centenário, a equipe luta para se afastar da zona de rebaixamento na Série B do Campeonato Brasileiro, na qual figura na 15ª posição na tabela, com 23 pontos. Apesar das dificuldades, o compromisso de manter em dia os salários dos jogadores é motivo de orgulho para a diretoria.

"Nos damos ao luxo de não ter dívida, e a credibilidade nos favorece nas conquistas e no respeito nacional. Isso vem amadurecendo a cada ano. O grupo trabalha com dedicação e serenidade. Não temos uma folha de pagamento tão alta quanto a maioria dos clubes, mas temos nossos compromissos cumpridos", afirmou o presidente.


Fonte: http://espn.uol.com.br/noticia/437774_futebol-do-rn-desfruta-de-legado-da-copa-para-brilho-nacional

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Rio Grande do Norte coloca dois clubes entre os oito melhores da Copa do Brasil

O futebol do Rio Grande do Norte vive um momento histórico. Pela primeira vez, o estado terá dois representantes nas quartas de final da Copa do Brasil. ABC e América-RN são os únicos nordestinos vivos na competição, já que o Ceará foi eliminado pelo Botafogo. Os dois clubes potiguares também são os únicos integrantes da Série B entre os oito melhores do torneio que classifica o campeão para a Copa Libertadores de 2015.

Para completar, os adversários serão o melhor time do Brasil na atualidade - o Cruzeiro, líder absoluto da Série A - e o clube de maior torcida no país - o Flamengo. Se por um lado aumenta a dificuldade, por outro significa que a Arena das Dunas, estádio construído para a Copa do Mundo, receberá mais dois grandes públicos em outubro.

Grêmio é excluído da Copa do Brasil por ofensas racistas.

O Grêmio está fora da Copa do Brasil. O time gaúcho foi excluído do torneio nesta quarta-feira (03), em sessão da 3ª Comissão Disciplinar do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), por causa de ofensas racistas proferidas por torcedores contra o goleiro Aranha, titular do Santos, em partida válida pelas oitavas de final da competição nacional. Em decisão unânime, o clube ainda recebeu uma multa total de R$ 54 mil, e as pessoas que foram identificadas xingando o jogador foram proibidas de entrar em estádios por 720 dias. O árbitro Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO) foi multado em R$ 1.600 e suspenso por 90 dias por não relatar o incidente na versão inicial da súmula, e os auxiliares também foram punidos por esse motivo (multa de R$ 1 mil e suspensão de dois meses).

A diretoria do Grêmio já decidiu recorrer da decisão, que agora será levada ao pleno do STJD. Ao UOL Esporte, um representante do clube gaúcho disse que não acredita que a punição seja mantida na instância superior.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Seleção Olímpica de furebol do Brasil começa com goleada e show de Ademilson.

Começou com Ademilson o sonho olímpico da seleção brasileira de futebol para os Jogos de 2016, que serão realizados no Rio de Janeiro. Autor de dois gols, o atacante do São Paulo foi o principal destaque da seleção comandada por Alexandre Gallo em vitória por 4 a 0 sobre o Qatar, nesta quarta-feira (03), em Doha.

Imagem: Site UOL

Escalado como centroavante, Ademilson fez dois gols em lances de velocidade. Também mereceu destaque o meia Rafinha Alcántara, que usou a camisa 10 e foi o principal articulador do Brasil.

A seleção olímpica é dirigida por Alexandre Gallo, que também é técnico do sub-20 e coordenador de toda a base do futebol brasileiro. O time terá um calendário extenso até os Jogos de 2016 – a ideia da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é fazer 15 ou 16 partidas – e será convocado sempre em datas próximas dos compromissos do time principal.


Fonte: http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2014/09/03/sonho-olimpico-do-brasil-no-futebol-comeca-com-goleada-e-show-de-ademilson.htm 

domingo, 31 de agosto de 2014

Copa do Nordeste Sub-20 começa em novembro

O Diretor de Competições da CBF, Virgilio Elísio, através do Ofício 182/14, comunicou a data de realização da Copa do Nordeste Sub-20 que será disputada em Pernambuco, no período de 26 de novembro a 14 de dezembro, com a participação de 20 clubes.
 
Além dos 16 clubes que disputaram a Primeira Divisão da Copa do Nordeste deste ano, participarão da Sub-20 outros quatro clubes convidados, representando as cidades que sediarão os jogos.
 
Virgilio Elísio informou ainda através do documento que em breve a CBF vai divulgar tabela e regulamento da competição.
 
 

Federação Norte-riograndense de Futebol determina a imediata interdição de estádios do RN, entre esses está o Marizão daqui de Caicó.

Recentemente a CBF através da Diretoria de Competições, encaminhou ofício para todas as federações comunicando sobre a regularização dos laudos técnicos dos estádios de futebol. O documento especifica como passou a funcionar o processo de interdição, que segue a seguinte ordem:

1) Na hipótese do não recebimento de um laudo técnico de estádio pela CBF/DCO, tal estádio será interditado na data de vencimento do laudo em questão;

2) Com o recebimento do laudo, a interdição do estádio será automaticamente suspensa;

3) No caso de partidas previstas para datas posteriores ao vencimento de um laudo de renovação, a Diretoria de Competições substituirá o estádio correspondente, fazendo-o no prazo de 10 dias antes da data programada para cada partida;

 Esta Diretriz Técnica que serve de alerta para os clubes proprietários de estádios, é automática e o controle todo será feito diretamente pela CBF.
 
No ambito local, o presidente da FNF, José Vanildo, com base na Portaria 238/10 do Ministério dos Esportes e na  Diretriz Técnica da CBF, adotou  as mesmas medidas no tocante aos laudos técnicos dos estádios de futebol, e  determinou a imediata interdição dos seguintes estádios:
 
José Nazareno do Nascimento, o Nazarenão, em Goianinha;
 
Senador Dinarte Mariz, o Marizão, em Caicó;
 
Luis Rios Bacurau, o Ninho do Periquito, em São Gonçalo do Amarante;
 
Coronel José Bezerra, o Bezerrão, em Currais Novos.
 
 

Clubes miram pay-per-view contra vantagem financeira de Fla e Corinthians.

Nesta sexta, a Globo ouviu novos pedidos para diminuir a diferença entre os pagamentos que faz para a dupla Flamengo e Corinthians e aos demais clubes da Série A. Só que o alvo agora é o dinheiro do pay-per-view, sistema pelo qual o torcedor paga para ter direito aos jogos.

Numa reunião com Marcelo Campos Pinto, em Porto Alegre, Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba, sugeriu uma mudança na distribuição dessa verba que também agrada a outros times, principalmente pequenos e médios.
 
A Globo paga uma cota mínima por ano a cada clube referente ao pay-per-view, e a divisão do bolo é feita de acordo com um ranking que leva em consideração quem tem mais torcedores no programa. No final do ano, se o valor arrecado com a venda de assinatura supera a quantia total mínima, o excedente é dividido entre os clubes de acordo com o ranking.
 
A proposta de Andrade é que esse valor a mais seja dividido de maneira diferente, priorizando quem ganha menos conforme estabelecido pelo ranking. “Este ano, são aproximadamente R$ 280 milhões rateados pelo ranking. O que passasse desse valor, seria divido de uma forma que desse mais equilíbrio. Isso não é para agora, só colocamos em discussão”, disse Andrade ao blog. Ele já discute a proposta com outros dirigentes interessados.

“Com essa fórmula, é possível melhorar o que os outros times ganham sem mexer no dinheiro de Corinthians e Flamengo. Apenas a divisão da verba do crescimento seria alterada. Em vez de a receita deles crescer 30%, cresceria 10%, por exemplo”, completou o cartola do Coritiba, chefe da delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo e líder dos clubes na discussão sobre o refinanciamento das dívidas fiscais.
 
O dinheiro do pay-per-view chamou a atenção dos cartolas porque números apresentados pela Globo a eles mostram que, enquanto as vendas do sistema por assinatura sobem, a audiência na TV aberta cai.
 
Andrade argumentou com a Globo que, para a audiência aumentar, é preciso existir maior equilíbrio financeiro entre os clubes. Os pequenos e médios teriam times melhores e os jogos seriam mais atraentes.

Além do dirigente do Coxa, participaram da reunião de sexta com Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes, representantes de Grêmio, Internacional, Chapecoense e Criciúma. A emissora tem feito uma série de reuniões com pequenos grupos de clubes sob a alegação de querer entender as dificuldades dos times brasileiros.

A Globo não se posicionou sobre a nova proposta, mas sua postura tem sido de manter a distribuição de cotas atual em relação à TV aberta.


Fonte: http://blogdoperrone.blogosfera.uol.com.br/2014/08/clubes-miram-pay-per-view-contra-vantagem-financeira-de-fla-e-corinthians/

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Flamengo possui quase metade da torcida de todo o Rio; Vasco é o segundo

Não há a menor discussão, o Flamengo é maioria no Rio de Janeiro. Maior do Brasil, a torcida do clube rubro-negro possui quase metade da preferência no estado. De acordo com a pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pelo jornal Lance!, o time da Gávea está no coração de 48,2% dos torcedores cariocas, quase metade do Rio.
 
 
 
Como se não bastasse, o Flamengo ainda apresenta aumento em relação ao estudo anterior, realizado em 2010. Nos últimos quatro anos, o clube rubro-negro apresentou um crescimento de 2,7% na sua nação e está com aproximadamente 7,9 milhões de torcedores.
 
Quem mais sofreu com isso foi o Vasco. Vice-líder no estado, a equipe de São Januário apresentou queda de 3,2% e atinge 14,6% (aproximadamente 2,4 milhões). Assim, a distância entre rubro-negros e vascaínos está em 33,6%.